Por: Natália Clementin. Link no TEMMAIS: Clique aqui
Ônibus lotado, computador lento, trânsito parado, pessoas folgadas. Situações que passamos ou enfrentamos diariamente. Já pensou sair de casa, o carro não pegar, começar a chover, o ônibus estar cheio, chegar atrasado ao trabalho, tomar bronca do chefe, agüentar cliente folgado…. Chega! Uma hora você explode. O “mal do século” é o estresse, que afeta 70% da população do país, sendo que 30% está em nível crítico, de acordo com a Associação Internacional da Gerência do Estresse.
Sinais de cansaço, dor na coluna, dores de cabeça, sentimento de medo e agressividade constantes, diminuição da produtividade e eficiência, perda de memória e irritação são os principais sintomas do estresse. Somatizados, eles podem gerar problemas graves, inclusive hipertensão. O estresse está associado diretamente às doenças do coração.
O desenhista industrial João Victor Matos, 24, deixou o interior para se mudar para São Paulo. O estresse chegou quando teve que andar em uma cidade tão grande. “É tudo longe e por isso, estamos sempre apressados. Sempre topo na rua com gente atrapalhando os outros a passar, pessoas lerdas, gente folgada no ônibus”, desabafa. Além disso, no trabalho a situação fica nervosa quando o computador, instrumento fundamental de seu trabalho não funciona. “Também fico muito estressado quando falta dinheiro no fim do mês”. Todo mundo, não é João?
Simone Sanches Guidastre, 26, é publicitária, mora em Rio Preto e sente até tontura quando está muito estressada. “Pessoas sem força de vontade me deixam irritada, principalmente quando isso atrapalha no andamento do meu trabalho. Sinto tonturas e fraqueza quando fico muito estressada”, comenta. A estudante Grazielly Campos, 20, já sofreu uma crise compulsiva quando ficou muito estressada. O motivo? “Quando o computador trava e fica lento, sinto muita irritabilidade. Isso compromete meu trabalho. Outra coisa que me deixar estressada é o trânsito”, reclama.
Mas o estresse pode ter resultados mais graves. Foi o que aconteceu com a jornalista Ariane Ferreira, 22. Ela teve uma gastrite nervosa e precisou se submeter a tratamento com medicamentos e acompanhamento psicológico. “Hoje tenho boca para falar o que penso e não guardar para mim o estresse. Depois do tratamento, nunca mais tive crise”. Agora, Ariane pensa em fazer um documentário para orientar as pessoas sobre o problema.
Como hoje se comemora o Dia de Combate ao Estresse, o TEMMAIS.COM dá dicas para enfrentar este problema com pequenas mudanças diárias:
- Durma bem e o suficiente para descansar o corpo. Dormir é fundamental para ter energia. O mínimo é de 6h, 7h diárias
- Elimine os compromissos desnecessários e não leve trabalho para casa
- Pratique exercícios físicos. Eles podem ser um grande liberador de estresse e te tirar a rotina casa-trabalho-casa
- Ter uma alimentação saudável é uma das coisas mais básicas para evitar doenças como estresse
- Aprenda a lidar com as dificuldades e controle sua raiva. Se quiser, conte até 10 antes de “explodir”
- Fazer muitas coisas ao mesmo tempo pode te deixar estressada. Não aceite atividades que você sabe que não dará conta de fazer
- Não se permita ficar “ligado” o dia inteiro. Relaxe, encontre um tempo só para você
- Mantenha sua casa limpa, organizada e sem excessos. Com isso, você evita ficar pensando “no que fazer”